A Ceia de Natal teve início com um antigo costume dos europeus que deixavam as casas abertas no dia de Natal para receber viajantes e peregrinos, e juntos, as visitas e os anfitriões confraternizavam a data de Natal.

Uma grande variedade de pratos era preparada para esta comemoração. Com o passar dos anos, essa tradição se espalhou pelo mundo e cada país acrescentou alguma particularidade.

Se você fosse passar sua ceia de Natal na Alemanha iria se deparar com uma mesa repleta de carne de porco e muitos doces como pão de mel e amêndoas torradas. Muito diferente de quem irá passar o Natal na Polônia onde é proibido comer carne vermelha nesta data. Neste país, as ceias de Natal são compostas de peixes acompanhados de vinho branco. Já os franceses preferem peru e frutos do mar como as ostras.
E não se assuste se você encontrar uma ceia de Natal no meio da praia! Na Austrália, as festividades natalinas acontecem durante o verão e por isto as pessoas costumam fazer a ceia de natal em praias e na mesa não pode faltar o pudim de ameixas flambadas como sobremesa. Na África do Sul, também se comemora o natal durante o verão, e é comum colocar mesas do lado de fora das casas e saborear a ceia ali mesmo.

Cada comida tradicionalmente utilizada em ceias natalinas também tem uma história e um simbolismo. Descubra abaixo o significado de algumas comidas tradicionais.

Peru: o consumo da ave se iniciou nos Estados Unidos, como uma tradição dos índios americanos. Eles tinham o hábito de consumir peru para comemorar a primeira grande colheita da estação.

Frutas secas: na Roma antiga as frutas secas eram um presente habitual, muito apreciado pelas crianças. Para os romanos cada fruta seca continha um significado especial. As avelãs evitavam a fome, as nozes significavam abundância e prosperidade e as amêndoas protegiam as pessoas dos efeitos da bebida.

Panetone: criado na Itália, não se sabe ao certo sua origem, mas a versão mais difundida diz que um padeiro de Milão criou um pão especial para aumentar as vendas em sua padaria durante o Natal. Neste pão ele misturou frutas secas e nozes. A receita foi um sucesso e ele a repetia todo Natal.

Pernil: os hebreus tinham hábito de consumir pernil de cordeiro assado. Na falta de cordeiro, o pernil de porco passou a ser consumido nas ceias natalinas.

Rabanada: inventada pelos portugueses, representa a renovação do alimento, já que é feita com pães amanhecidos.

Vinho: é, sem dúvida, a bebida mais tradicional do Natal. Para os católicos, o vinho é considerado o “sangue de Cristo” e representa vida e comemoração.

Você sabe porque a uva passa invade os pratos na época de natal?

Amada por uns, odiada por outros, quando o fim de ano se aproxima, começam as reclamações sobre a inclusão da uva passa nos pratos natalinos. A história da uva passa vai muito além do que a culinária e nos faz voltar até os tempos da Roma Antiga. Antes do cristianismo, os romanos celebravam o festival  conhecido como Natalis Solis Invicti, na época do solstício de inverno, que ocorre de 21 à 25 de dezembro no hemisfério Norte. A uva é símbolo de prosperidade, de fartura, de longevidade, fertilidade e plenitude. Por carregar esta simbologia, a uva está associada a festividades e à alegria.

Mesmo gerando inúmeras controvérsias a uva passa traz vários benefícios à saúde se consumida nas quantidades recomendadas.

CEIA NO BRASIL
A ceia de natal brasileira está diretamente ligada à nossa formação. Por meio da colonização, a cultura portuguesa foi o ponto de partida. Mas houve influências africanas, indígenas, árabes, de outras diversas etnias que vieram para cá e até de tempos anteriores a tudo isso.

Sabemos que a ceia de natal envolve muitas tradições familiares já que é o momento de nos reunirmos para comemorar o nascimento do menino Jesus. Algumas famílias fazem a ceia com suas próprias receitas “secretas”, outras comem apenas os pratos natalinos tradicionais. Ainda temos aquelas famílias em que cada casal leva sua “especialidade” para que todos possam contribuir de alguma forma para a ceia.

Mais importante do que a simbologia histórica, entretanto, é o significado de amor que a ocasião inspira individualmente em cada um de nós. Este é o espírito natalino que não deve morrer.

Por: Junim 10B

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