CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2021: “A UNIDADE FEITA FORA DA VERDADE É UMA UNIDADE FALSA”

por: Luciano Lima

Quero começar este texto citando o catecismo da igreja onde diz que nós, leigos, temos o direito, e até o dever, de manifestar aos pastores sagrados a nossa própria opinião sobre o que afeta o bem da igreja, não esquecendo do respeito aos nossos pastores.

Como leigo, quero aqui, respeitosamente, pedir desculpas antecipadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por discordar do documento que foi escrito. Antes de ler o documento, já estranhei nas redes sociais pessoas que defendem o ABORTO LEGAL E IRRESTRITO, feministas de extrema esquerda, militantes de partidos de esquerda e pessoas que nem frequentam a igreja, e que a consideram inclusive um lugar de alienação, defendendo a CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2021. Acendeu um sinal de alerta!

A perplexidade se completou quando li que a coordenação da campanha seria feita pela pastora luterana RAOMI BENCKE, uma aguerrida defensora do aborto legal e irrestrito. Não entendi!

Vale ressaltar que, como católico, vou continuar defendendo o verdadeiro chamado cristão e as três atitudes estimuladas pela igreja no período da quaresma: ORAÇÃO, PENITÊNCIA E CARIDADE.

Vou fazer minha própria CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2021. No dia 28 de março, DOMINGO DE RAMOS, vou escolher duas entidades que apoiam e ajudam “minorias” para fazer um depósito em suas contas. Eu tenho o direito de NÃO apoiar a campanha proposta pela CNBB.

Acredito no verdadeiro pilar e alicerce da Igreja Católica, a Bíblia Sagrada, e a campanha “FRATERNIDADE E DIÁLOGO: COMPROMISSO DE AMOR” é um tema que tem em seu arcabouço a divulgação e a propagação da TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO (puro marxismo), uma teoria que resumidamente diz que “os fins justificam os meios”. Para os eclesiásticos que defendem a TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO, Jesus Cristo foi um ideólogo que pregou o conflito político, social e econômico, ou seja, a luta de classes, e por isso foi morto e crucificado. É UMA MENTIRA!

“Mas não é uma campanha ecumênica?”, vão dizer alguns. Primeiramente, não foi uma campanha totalmente ecumênica. A Assembleia de Deus, por exemplo, uma das mais importantes e numerosas denominações cristãs evangélica não foi ouvida. Segundo, não podemos usar como pano de fundo o ecumenismo da Campanha da Fraternidade e abrir mão das verdades da nossa fé. O papa João Paulo II disse: “A UNIDADE FEITA FORA DA VERDADE É UMA UNIDADE FALSA”.

Encerro dizendo que o respeito deve prevalecer neste debate. Não podemos esquecer que estamos na QUARESMA. A CNBB deve ser sim questionada, mas não desrespeitada. Tenho absoluta certeza que este documento não foi aprovado pelo mais de 500 bispos que fazem parte da instituição. Aliás, alguns já se manifestaram contra o documento.

ATENÇÃO CNBB: é importante que, da próxima vez, se amplie o diálogo antes de soltar uma Campanha da Fraternidade.

*Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista

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