Dupla alemã de empreendedores emplacou em um programa de TV conhecido em muitos países o “Shark Thank” onde são apresentado ideias de negócios inovadores para solucionar problemas. Andre Ritterswuerden e Eugen Raimkulow, levaram sua startup ao Die Höhle der Löwen, versão alemã do programa, e conquistaram o investimento do produto “Pinky Gloves”, são luvas cor-de-rosa de borracha para lidar com o descarte de absorventes, sendo a solução para um problema de higiene feminina.

A ideia foi muito criticada nas redes sociais por estigmatizar o ciclo menstrual.
O programa foi exibido no último dia 12 e o sucesso da Pinky Glove, no entanto, durou pouco. Depois da exibição do programa, mulheres do país foram as redes sociais questionar a utilidade do produto e a premissa de que o descarte de absorventes precisa ser discreto.

“Este produto não é apenas desnecessário e prejudicial ao meio ambiente. É também um retrocesso em termos de estigmatizar as pessoas que menstruam”, publicou a autora Franka Frei no Instagram.
“Então esses caras criaram luvas cor de rosa para que os absorventes internos possam ser descartados de maneira “adequada e discreta”. Eu não estou brincando”, disse a médica e autora Jennifer Gunter no Twitter.

“As luvas de plástico cor de rosa foram consideradas prejudiciais ao meio ambiente e sexistas, enquanto alguns criticaram a equipe masculina por estigmatizar a menstruação”, explicou o jornal DW em uma matéria.

Após a repersussao negativa o investidor Ralf Dümmel afirmou que não deu a devida atenção ao assunto, e que poderia ter pensado melhor sobre o material e seu impacto para o meio ambiente.

Lendo a maioria das críticas na minha opinião são todas legítimas, cada pessoa é um universo, criar uma solução onde não existe um problema é muito amador, se fosse aqui no Brasil seria “Lacrar”, caso o resultado fosse positivo. No mínimo teriam que fazer uma pesquisa de mercado, mas é uma statup, observar a necessidade de alguém próximo, as mulheres que estão ao redor.
As mulheres não sentem nojo da menstruação, elas sentem dores.
Em 2017 aos 24 anos Rupi Kaur que escreve poemas e fala sobre abuso, foi censurada e deletada pelo Instagram, postou várias fotos sobre o ciclo mensal e natural feminino, entre elas a jovem postou uma foto de calça jeans com o sangue de sua menstruação entre as pernas. Hoje ela é um sucesso e óbvio que retornou a rede social.
Em 2019 o documentário Absorvendo o Tabu ganhou o Oscar, a diretora Rayka Zehtabchi, comentou “Não estou chorando por estar menstruada ou qualquer coisa. Eu não acredito que um filme sobre menstruação ganhou o Oscar!”.

Como sempre eu não deixaria de mostrar um produto muito vendido em Sex Shop mais que em farmácias, o COLETOR MENSTRUAL, ele trás o conforto e comodidade para as mulheres, pode ser usado por dez horas, é feito de silicone, lavável e não polui o meio ambiente, sendo higienizado de forma correta dura de 8 a 10 anos, e ainda assim é visto como uma afronta.
O corpo humano produz fluídos e dejetos, faz parte do dia a dia, tão óbvio não é mesmo, e por que julgar que o corpo do outro é mais sujo e/ou precisa de mais higiene.
A falta do olhar sensível a necessidade do outro bem próximo, é a verdadeira pandemia há séculos.

Por: Kátia arruda
Fontes: https://administradores.com.br
https://www.dw.com/pt-br

Fotos : Pinterest

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