Central de Segurança da Mulher e o Grupo Global de Conselheiras Especialistas em Segurança da Mulher pretendem dar suporte às usuárias das redes sociais

Está acontecendo em Paris ao longo da semana o Fórum Geração Igualdade, da ONU Mulheres, que reúne governos, empresas, jovens e sociedade civil para promover avanços sobre a igualdade de gênero. Aproveitando o evento, o Facebook anunciou o lançamento da Central de Segurança da Mulher e a formação do Grupo Global de Conselheiras Especialistas em Segurança da Mulher, uma equipe de 12 líderes de organizações sem fins lucrativos, ativistas e especialistas acadêmicas. A proposta é ajudar a desenvolver novas políticas, produtos e programas de suporte a mulheres que usam os aplicativos da empresa.

De acordo com Cindy Southworth, Diretora do Women’s Safety no Facebook, a parceria conta com especialistas reconhecidas em suas áreas e têm contribuído para promover a segurança das mulheres, online e offline: “Já trabalhamos com elas no passado e estamos ansiosos para organizar reuniões trimestrais regulares dedicadas especificamente ao avanço da segurança online das mulheres. Com o tempo, incluiremos novas especialistas de outros países, portanto, continuaremos a ouvir vozes diversas”, comenta.

A Central de Segurança da Mulher pretende centralizar todos os recursos de segurança que as mulheres precisam ao navegar nas plataformas do Facebook, como WhatsApp, Instagram e Messenger. O hub inclui recursos específicos para mulheres líderes, jornalistas e sobreviventes de abuso. Desenvolvido em consulta com parceiros sem fins lucrativos ao redor do mundo e em breve disponível em 55 idiomas, o hub contém vídeos com treinamentos de segurança, além de um local para se registrar e participar de sessões de treinamento de segurança ao vivo, que serão ministradas em diversos idiomas.

“Capacitar nossos usuários por meio da educação é apenas uma parte de nosso trabalho para manter as mulheres mais seguras no ambiente online. Desenvolvemos políticas rigorosas para proteger os usuários contra abuso online e usar ferramentas, como tecnologia de detecção proativa para ajudar a detectar conteúdo que possa violar nossas políticas”, afirma a diretora de Women’s Safety. Ela cita como exemplo dessas medidas o novo recurso do Instagram chamado “Palavras ocultas”, que permite às pessoas filtrarem mensagens potencialmente ofensivas.

O grupo inaugural de Conselheiras Especialistas em Segurança da Mulher do Facebook inclui uma representante brasileira, Enrica Duncan, Diretora de Projetos da Nossas, laboratório liderado por mulheres para engajamento cívico e ativismo na América Latina.

As representantes dos outros países são:

  • Austrália:Asher Flynné professora associada de criminologia na Monash University e vice-presidente da Sociedade de Criminologia da Austrália e da Nova Zelândia. Seu trabalho se concentra no abuso baseado em imagens e na violência facilitada pela tecnologia.
  • Coreia do SulJi-Yeon Leeé Professora Associada de Aconselhamento em Psicologia da Universidade de Estudos Estrangeiros de Hankuk. Ela é especialista em violência cibersexual e aconselhamento psicológico.
  • Estados Unidos:Erica Olsen lidera o projeto TechSafety.org na Rede Nacional para Acabar com a Violência Doméstica e é uma especialista internacional na intersecção entre tecnologia e violência baseada em gênero.
  • FilipinasMariane Dorothy Rosarioé uma líder global de advocacy da Associação Mundial de Garotas Guias e Escoteiras (WAGGGS) e uma defensora do Grupo Girls Get Equal da Plan International. Ela defende o fim do abuso, assédio e violência online contra mulheres e meninas.
  • GlobalKalliopi Mingeirou é a Chefe da Seção de Erradicação da Violência contra Mulheres e Meninas da ONU Mulheres. Anteriormente, trabalhou para agências da ONU, bem como ONGs internacionais nas áreas de direitos humanos, direitos das mulheres e proteção de refugiados em diferentes países.
  • Hong KongLisa Moore supervisiona a pesquisa da Women’s Foundation sobre questões de gênero e lidera esforços de advocacy que visam transformar as atitudes existentes que impedem mulheres e meninas de participarem plenamente da sociedade.
  • IndonésiaTunggal Pawestri é uma especialista independente em igualdade de gênero, direitos sexuais e questões de diversidade e trabalha para garantir que mais mulheres sejam representadas em debates públicos e liderança.
  • IrlandaCaitriona Gleesonpassou duas décadas trabalhando para acabar com a violência de gênero e agora lidera a Women for Election, uma organização sem fins lucrativos apartidária que incentiva e apoia as mulheres na Irlanda a se candidatarem à política.
  • MarrocosStephanie Willman Bordat é advogada de direitos humanos, ativista de ONG e sócia fundadora da MRA Mobilizing for Rights Associates, onde trabalha em todo o Magrebe (Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia) para promover os direitos humanos e legais das mulheres.
  • MéxicoMargarita Guillé Tamayoé ativista social, fundadora e coordenadora executiva da Rede Interamericana de Abrigos para Mulheres. Ela é consultora internacional sobre violência baseada em gênero para governos e organizações sem fins lucrativos e ONGs.
  • Uganda: Neema Iyer é a fundadora e diretora da Pollicy, uma organização cívica de tecnologia. Ela trabalha na intersecção entre dados, design e tecnologia. Por meio de pesquisas feministas, ela aborda temas como inclusão digital e direitos digitais.
  • Fonte:B9

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Solve : *
18 ⁄ 6 =