Seguindo o conceito de metaverso, que chega no meio de diversas polêmicas envolvendo o Facebook, as novidades esperam “unir” os conceitos de realidade aumentada (RA) e virtual (RV) no ambiente físico.

Em conversa com jornalistas, a diretora do Spark AR, Sue Young, deu detalhes sobre o futuro da plataforma de realidade aumentada. Ela conta que essa mistura de “mundos” é “a evolução dos apps” que já estamos habituados a utilizar, mas com a inclusão da continuidade entre eles. A integração entre tudo isso, afirma, “é a próxima geração da internet”.

Sue aponta que o metaverso não é um único espaço e que haverão “múltiplos pontos de acesso”, “seja um óculos de RA, ou dispositivo de RV, ou mesmo conectado do seu celular, uma das coisas que queríamos disponibilizar com o metaverso é para que múltiplas pessoas possam se conectar [à plataforma] não importa qual dispositivo esteja usando para estarem próximas”.

Um ponto importante, além da interatividade entre os dispositivos, é o que Sue descreve como “senso de presença”. “Essa experiência de continuidade é o que conecta as pessoas entre os dispositivos”, explica, acrescentando ainda o exemplo de que “muitas pessoas podem ter múltiplos dispositivos”.

Óculos de realidade aumentada do Facebook poderá ser usado no metaverso.

Dessa forma, os usuários devem ter uma experiência similar do conceito entre os dispositivos. “Nós queremos que essa experiência de continuidade, seja num dispositivo Portal, computador, headset VR, óculos AR — que essa experiência seja personalizada para você”, diz a executiva.

A companhia dá o exemplo do Oculus Quest 2, que deve ajudar a realidade virtual a se tornar mais ampla. Por exemplo: no Horizon Home, os usuários podem se “encontrar” no ambiente virtual para passar um tempo com os amigos, assistir a vídeos, jogar ou usar apps. O Messenger também permitirá “em breve” as chamadas em RV.

Esse conceito, estima a companhia, também deverá ser expandido para o mundo fitness e para o trabalho, onde funcionários poderão conectar ao Quest 2 uma conta pessoal e outra profissional, por exemplo. A empresa também deverá oferecer aos negócios ferramentas para trabalhar com o conceito. Os testes com RV no trabalho do Facebook começam neste ano, mas devem estar disponíveis a todos em 2023.

Criando o multiverso

Um dos pontos de partida do metaverso, o Spark AR, plataforma de efeitos em realidade aumentada, deverá ter grande participação. Além dele, a empresa espera evoluir na oferta de óculos de RA no futuro. No último mês, o Facebook apresentou os seus óculos inteligentes em parceria com a fabricante Ray-Ban.

Para isso, a companhia começa a investir na comunidade para que as experiências possam ser mais sólidas. Entre elas, a companhia destacou:

  • Experiências de geolocalização com filtros específicos de cidades, países, ícones, monumentos e mais em 2022.
  • Rastreamento de mãos e corpo, que chega em novembro e permitirá aos efeitos “acompanharem” os movimentos do usuário.
  • Objetos virtuais no mundo real, como textos, emojis, stickers, GIFs e mais; os efeitos trazem “profundidade de campo, oclusão e rastreamento de plano aprimorado” e estarão disponíveis em 2022.

Segundo o Facebook, mais de 700 milhões de pessoas utilizam mensalmente os efeitos de AR entre as plataformas.

Por outro lado, a empresa também quer que os criadores, lojas, empresas, marcas, artistas e mais possam criar seus próprios efeitos de RA. Para isso, vai lançar “no final do ano” o aplicativo Polar, em fase beta, para dispositivos iOS — e que ainda não possui data para chegar ao Android.

O Polar (cujo nome pode não ser o final) será disponibilizado globalmente. Ele deve permitir que os usuários criem os efeitos e filtros “sem a necessidade de saber desenvolver códigos ou trabalhar no Spark AR Studio”. Os filtros também poderão ser utilizados, além do Facebook, no Instagram.

Aplicativo Polar, do Facebook, permitirá criar filtros e efeitos de realidade aumentada.

“Todos os dias no Facebook nós ouvimos de criadores tradicionais que querem novas maneiras de se conectar com a sua comunidade”, diz Sue. “Ele terá uma interface leve com templates e ferramentas que torna a criação de [conteúdo em] RA superintuitiva”.

Os criadores, por sua vez, “terão a possibilidade de compartilhar e vender conteúdos com os quais eles se importam.” “Ter a certeza de impulsionar o sucesso dos criadores é realmente a chave para crescer, na medida em que investimos na realidade aumentada como plataforma”, disse a executiva.

O Facebook Reality Labs também lançou um programa de educação com um fundo de US$ 150 milhões. A ideia é “ajudar a criar oportunidades econômicas para criadores e desenvolvedores de RA e RV” com “treinamento e desenvolvimento de carreira”. Além do fundo, a empresa anunciou a expansão do Spark AR Curriculum. A partir disso, haverá uma certificação oficial do Spark AR no AR Curriculum, que espera gerar novas oportunidades para profissionais da tecnologia.

Fonte: Tecmundo

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