Criptomoeda Squid, criada por conta da séria, atraiu milhares ao redor do mundo. Porém, após uma alta rápida e exorbitante, o colapso foi certo

(Brasília, novembro de 2021) – Após ter uma alta de 310% no domingo (31/10), a criptomoeda Squid perdeu todo seu valor ao longo da semana. Inspirada no sucesso mundial Round 6, da Netflix, a moeda virtual começou a colapsar por causa de um fenômeno é chamado de ‘puxar o tapete’. Isso ocorre quando os criadores do ativo rapidamente vendem suas cotas, trocando por dinheiro real e criando problemas de liquidez, daí outros compradores não conseguem mais vender.

 

“É algo já de se esperar. Lançada no auge e por conta de um evento específico, no qual, no calor do momento, principalmente os fãs minimamente entendidos de mercado financeiro resolveram se aventurar”, explica a advogada Luana Lima, do escritório Lima Ferreira Advogados, com mais de 10 anos de experiência em causas relacionadas a transações financeiras e investimentos bancários em todo o Brasil. “São situações que podemos dizer: ‘era de se esperar’”, comenta a especialista.

 

De acordo com a advogada, as pessoas lesadas devem procurar auxílio jurídico imediatamente, pois o ocorrido é recente e ainda é possível reaver os ativos. “Mas é preciso agir rapidamente, pois isso teve alcance mundial e muitos cidadãos prejudicados já começaram a se movimentar”, alerta.

 

Quando foi lançada, a Squid somente poderia ser obtida através de um jogo online inspirado na série da Netflix. Para participar do primeiro jogo, por exemplo, os investidores precisavam pagar uma taxa de adesão considerável e seguir pagando ainda mais ao longo dos níveis subsequentes.

 

Possivelmente, percebendo o lucro quase que instantâneo, os criadores capitalizaram o máximo em pouco tempo e venderam rapidamente o montante, pois o mecanismo não proibia essa prática. “Lembra muito uma espécie de pirâmide financeira”, comenta a advogada Luana Lima.

 

Sites especializados chegaram a alertar acerca do funcionamento da Squid, que parecia ser extremamente suspeito. No entanto, os investidores acreditavam se tratar de um produto autorizado pela própria Netflix.

 

Para ter uma ideia de como parecia se tratar de algo promissor, o preço de cada Squid era de apenas US$ 0,01 no seu lançamento, há pouco mais de uma semana. O ativo passou por valorizações constantes e chegou a valer US$ 2.856. Porém, cinco minutos depois, a vertiginosa queda começou até despencar para US$ 0,0007.

 

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