Em trâmite nas comissões da Câmara Federal, projeto propõe que a destinação de 1% da arrecadação das loterias federais seja direcionado a ações de incentivo à educação básica no Brasil

“Eu vou brigar até o fim nem que eu tenha de bater de porta em porta para convencer aos meus colegas”, prometeu o deputado Federal Fred Linhares (Republicanos-DF) durante coletiva para a imprensa na tarde desta quinta-feira (18), ao se referir ao Projeto de Lei 981/25, que propõe a destinação de 1% da arrecadação das loterias federais para ações de incentivo à educação básica no Brasil.

De acordo com o texto da proposta, 0,5% dos recursos seria destinado à premiação de escolas e professores que alcançarem a meta nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Outros 0,5% iriam para alunos de escolas públicas e bolsistas de instituições privadas com renda familiar per capita de até dois salários mínimos e que obtenham nota acima de 900 na redação do Enem.

“Parece pouco, mas para ter ideia, vai ser sorteado cerca de R$ 1 bilhão para o vencedor. Imagina 1% disso”, explicou o deputado. “Claro que vai ser um trabalho de formiguinha e de convencimento, pois é muito difícil conseguir destinação proveniente das loterias federais, mas não vou desistir”, complementou.

De acordo com Fred Linhares, a medida promove a valorização dos profissionais da educação, fortalece as escolas e estimula o desempenho acadêmico dos estudantes.

De maneira prática, a proposta prevê a distribuição dos recursos vinculada a resultados objetivos, como metas no Ideb e desempenho individual no Enem. Segundo Fred, isso cria um incentivo direto para melhoria da qualidade do ensino e reconhecimento de esforços, tanto de professores quanto de estudantes.

Atualmente, o projeto tramita em caráter conclusivo e está em análise pelas Comissões de Educação, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça da Câmara.

Futuro político
Indagado acerca da possibilidade de pleitear a vaga de governador do Distrito Federal, Fred Linhares foi enfático: “É lógico que eu quero ser governador da nossa cidade.”

Porém, o parlamentar é ponderado: “Mas acho que ainda não chegou a minha hora.”

De acordo com o deputado, a política tende, a cada quatro anos, a achar um “salvador da pátria”. “Eu sou um nome novo e isso me coloca na linha de frente. Porém, isso não me pegou pela vaidade. Não participei nem de reuniões e nem de conversas. Foram pesquisas feitas aí na rua e meu nome apareceu entre os mais cotados, mas vamos com calma”, finalizou, deixando muito claro a possibilidade de tentar a reeleição à Câmara dos Deputados.

Da Redação, por Ádamo Araujo

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