Evento reuniu mais de 10 mil visitantes, impulsionou debates sobre a cadeia produtiva e marcou o lançamento do Selo Nacional da Cachaça de Alambique
Realizada entre os dias 27 e 31 de maio, a 3ª edição do Festival da Cachaça de Brasília consolidou-se como um dos maiores eventos do segmento no Brasil. Durante cinco dias, mais de 10 mil apreciadores da bebida mais tradicional do país passaram pelo estacionamento da Arena Mané Garrincha para conhecer rótulos de diversas regiões brasileiras, participar de degustações, harmonizações, oficinas e acompanhar uma programação cultural voltada para toda a família.
Mais do que aproximar consumidores e produtores, o festival reforçou seu papel como espaço estratégico para o fortalecimento da cadeia produtiva da cachaça, promovendo discussões sobre o desenvolvimento do setor, a valorização da produção artesanal, o turismo gastronômico e as oportunidades de crescimento do mercado no Distrito Federal e em todo o país.
“O festival nasceu com o propósito de fortalecer a cultura da cachaça e criar oportunidades para os produtores. Hoje, vemos um setor mais organizado, mais forte e com perspectivas cada vez mais positivas para o futuro”, avalia Edilane Oliveira, organizadora do evento. Os resultados já podem ser observados nos números do mercado local. Quando a primeira edição foi realizada, em 2024, o Distrito Federal contava com apenas dois alambiques e seis marcas registradas. Atualmente, o DF soma quatro alambiques em funcionamento e 13 marcas registradas.
O crescimento também é refletido no desempenho econômico do setor. A estimativa é que a movimentação financeira tenha saltado de aproximadamente R$ 5 milhões em 2024 para R$ 7 milhões em 2025, representando um aumento de 40% no faturamento. Além disso, uma das marcas participantes do circuito registrou crescimento de 35% nas vendas após o fortalecimento do segmento e da visibilidade gerada pelo festival.
Selo Nacional da Cachaça de Alambique
A edição também foi marcada pelo lançamento do Selo Nacional da Cachaça de Alambique, iniciativa desenvolvida pela Associação Nacional da Cachaça de Alambique (Anpaq).
A criação do selo surgiu a partir de debates iniciados em outubro do ano passado e representa um marco para o setor ao oferecer ao consumidor uma ferramenta capaz de identificar a origem, a autenticidade e os métodos tradicionais de produção da bebida.
A certificação busca valorizar os produtores comprometidos com as boas práticas de fabricação e com as normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de ampliar a transparência e a confiança no mercado.
“O selo nasce para mostrar ao consumidor exatamente o que ele está comprando. Queremos dar visibilidade aos produtores que preservam a tradição da cachaça de alambique, além de oferecer uma garantia adicional de autenticidade e procedência”, destacou o presidente da Anpaq, Sérgio Maciel.
Com recorde de participação de produtores e avanços concretos para a cadeia produtiva, a terceira edição do Festival da Cachaça de Brasília encerra-se reafirmando o protagonismo da capital federal no fortalecimento do setor e na valorização de um dos maiores patrimônios culturais e gastronômicos do Brasil.















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