Levantamento do Paraná Pesquisas mostra ex-governador entre os mais rejeitados do Distrito Federal, cenário que pode dificultar a conquista de novos eleitores na reta da campanha
A corrida pelo Governo do Distrito Federal em 2026 apresenta um cenário que chama a atenção dos analistas políticos: embora permaneça entre os principais nomes na disputa, o ex-governador José Roberto Arruda registra um dos maiores índices de rejeição entre os pré-candidatos, fator considerado estratégico para o desenrolar da campanha.
De acordo com levantamento do Instituto Paraná Pesquisas realizado em junho de 2026, 27,9% dos eleitores afirmaram que não votariam em Arruda. O índice é o mais elevado entre todos os nomes avaliados pelo instituto. Em seguida aparecem a governadora Celina Leão, com 26,3% de rejeição, Leandro Grass (16,2%), Kiko Caputo (13,7%), Paula Belmonte (13,5%) e Ricardo Cappelli (13,4%). Outros 15,3% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não opinar, enquanto 6,9% afirmaram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos. (Poder360)
Na avaliação de cientistas políticos, a rejeição é um dos indicadores mais relevantes de uma campanha eleitoral porque mede a resistência do eleitorado a determinado candidato. Diferentemente da intenção de voto, que pode oscilar ao longo da campanha, os índices de rejeição costumam apresentar maior estabilidade e indicam o limite de crescimento de uma candidatura.
O desafio torna-se ainda mais significativo em disputas de dois turnos. Para vencer a eleição, o candidato precisa ampliar sua base eleitoral e conquistar votos de eleitores que apoiaram adversários na primeira etapa. Quando a rejeição é elevada, essa transferência tende a ser mais difícil, já que parte do eleitorado demonstra resistência consolidada.
Apesar desse cenário, a rejeição elevada não impede, necessariamente, uma candidatura competitiva. O próprio Paraná Pesquisas mostrou, em seus cenários de intenção de voto divulgados em 2026, que Arruda permanece entre os principais concorrentes ao Palácio do Buriti, disputando as primeiras posições ao lado de Celina Leão. (VEJA)
Especialistas observam que campanhas eleitorais costumam concentrar esforços justamente na redução da rejeição, buscando apresentar propostas, reforçar realizações administrativas e ampliar o diálogo com segmentos do eleitorado ainda indecisos. Ao mesmo tempo, adversários frequentemente exploram esse indicador para consolidar percepções negativas e dificultar o crescimento do concorrente.
Com pouco mais de dois meses até o início oficial da campanha, a tendência é que os índices de rejeição passem a ser acompanhados com a mesma atenção das intenções de voto, especialmente em uma disputa considerada aberta e altamente competitiva no Distrito Federal.
Da Redação















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