Espetáculo gratuito percorre quatro regiões do DF e transforma o cotidiano com poesia, humor e coragem.
Quatro palcos, quatro regiões do DF, um só grito coletivo: arte como ferramenta de empoderamento.
O coletivo As Desempregadas está em circulação com o espetáculo solo “Pedaços de Maria”, que ocupará, entre outubro e novembro, quatro campi do Instituto Federal de Brasília (IFB): Taguatinga, Riacho Fundo, Gama e Recanto das Emas. A ação faz parte da segunda fase do projeto Cultura Via Satélite, realizado em parceria com o Circo Teatro Artetude.
A montagem, interpretada e criada por Maria Tavares, fundadora do coletivo, é uma celebração da condição humana — especialmente da jornada feminina — por meio de poesia, humor, música e linguagem circense. “Cada apresentação é um pedaço da nossa história costurado com as histórias de quem nos assiste”, destaca Maria.
Mais do que teatro, o projeto é um manifesto. Com mais de dez anos de atuação em comunidades do DF, o grupo As Desempregadas entende a arte como espaço de encontro e transformação social. Ao ocupar instituições públicas de ensino com uma proposta acessível e sensível, elas abrem portas para novas formas de diálogo e pertencimento.
Programação completa:
📍 IFB Taguatinga – 07/10 às 10h e 14h (terça-feira)
📍 IFB Riacho Fundo – 22/10 às 11h30 e 14h (quarta-feira)
📍 IFB Gama – 04/11 às 11h e 19h30 (terça-feira)
📍 IFB Recanto das Emas – 14/11 às 11h e 17h (sexta-feira)
🎟️ Entrada gratuita | Classificação: Livre
O Cultura Via Satélite propõe a criação de pontes culturais em territórios onde a presença artística muitas vezes não chega. Na primeira fase, o Circo Artetude realizou ações em escolas públicas. Agora, é a vez de As Desempregadas levarem sua poética do cotidiano a novos públicos.
Pedaços de Maria é uma ode às emoções e aos desafios universais: sonhos, medos, frustrações, liberdade e vergonha — todos revisitados de forma leve, profunda e afetiva. O espetáculo também funciona como espelho: convida o público a se ver e se reconhecer, especialmente mulheres e jovens que vivem realidades parecidas às da criadora.
A iniciativa reforça o poder dos coletivos culturais independentes como vetores de mudança social. “Acreditamos na união como forma de resistência e continuidade da cena cultural periférica. Juntas, somos mais fortes e chegamos mais longe”, conclui Maria.
Fonte: Aquitemdiversão














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