A briga entre dois jovens de Brasília por causa de um chiclete, que deixou um deles em estado grave, e a atrocidade que ceifou a vida do cãozinho “Orelha”, cometida por quatro adolescentes de famílias ricas de Florianópolis, são exemplos claros da falência a conta-gotas da nossa sociedade. Temo muito pela volta do “olho por olho, dente por dente”.

Por Luciano Lima

Fato é que a convivência harmônica entre pais e filhos em um mundo globalizado, e com as distâncias encurtadas pelo avanço da tecnologia, é um dos grandes desafios dos dias atuais. Os jovens estão buscando as sensações instantâneas na internet e novas fronteiras na vida real, cada vez mais perigosas e mortais.

Hoje, temos uma juventude que só quer ter direitos, exposta a experimentalismos pedagógicos duvidosos, frágil, possessiva, dependente emocionalmente, sem limites e cada vez mais envolvida com drogas. E neste quadro de desrespeito e do “tudo pode” não há mais autoridade a ser respeitada.

Na falsa retórica da busca pelo fim do autoritarismo, acabamos com a autoridade, fundamental para a vida. Na ânsia de atender e entender os jovens em tudo, tornamos os ambientes escolar, familiar e social permissivos. Estamos ensinando aos nossos jovens que o mundo se adaptaria a eles, e não o contrário.

É preciso urgentemente que a FAMÍLIA e o ESTADO reassumam suas autoridades. Os pais precisam entender que a obrigação de EDUCAR é deles. E lembre-se: autoridade nunca foi autoritarismo. Autoridade é amor!

Da Redação, Luciano Lima – Historiador, jornalista e radialista

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