Deputada é acusada de incoerência após ter se posicionado contra projeto ligado à manutenção do banco e, posteriormente, aparecer em redes sociais usando símbolo de campanha em defesa da instituição

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) voltou ao centro de um embate político após publicar nas redes sociais uma foto vestindo a camiseta com a frase “Eu Sou + BRB”, símbolo de mobilização de servidores e apoiadores do banco público do Distrito Federal. A postagem ocorreu poucos dias depois de a parlamentar ter se posicionado contra o Projeto de Lei nº 2175/2026, aprovado na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que autorizou o uso de imóveis públicos para quitar dívida com o Banco Central e evitar a liquidação da instituição.

A iniciativa legislativa foi defendida por parlamentares favoráveis como uma medida para preservar a estabilidade financeira do Banco de Brasília (BRB) e garantir a continuidade das atividades da instituição. Segundo dados apresentados durante o debate, o banco mantém cerca de 4,5 mil empregos diretos e opera linhas de crédito, financiamento habitacional e programas sociais voltados à população do Distrito Federal.

A publicação da deputada, no entanto, gerou reação entre servidores e apoiadores do banco que participaram das mobilizações durante a votação do projeto. Parte deles criticou a postura da parlamentar, apontando incoerência entre o voto contrário à proposta e o uso posterior do símbolo do movimento em defesa do BRB.

Na postagem, Kokay também criticou o Banco Master e tentou relacionar o episódio a adversários políticos locais, incluindo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e a vice-governadora Celina Leão (PP). A deputada questionou possíveis conexões políticas envolvendo o banco privado e cobrou esclarecimentos sobre operações financeiras investigadas por autoridades.

Aliados do governo do Distrito Federal reagiram às declarações e classificaram as críticas como tentativa de politizar o debate em torno da situação do BRB. Eles argumentam que a aprovação do projeto na CLDF — por 14 votos a favor e 10 contrários — foi determinante para evitar riscos à instituição e garantir a continuidade de suas operações.

O episódio ampliou o confronto político entre grupos ligados ao governo distrital e setores da oposição. Enquanto críticos acusam Kokay de incoerência ao utilizar o símbolo do movimento após votar contra a proposta, aliados da deputada defendem que sua posição se baseou em questionamentos sobre o modelo de solução adotado para a dívida.

Com o banco mantido em operação após a aprovação do projeto, o debate político sobre o tema continua repercutindo no cenário local, envolvendo parlamentares, servidores e lideranças do Distrito Federal.

Da Redação

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