*por Luciano Lima

O Brasil ganhou do Peru por 1 a 0 e está na final da Copa América 2020 (disputada em 2021). Agora, vai enfrentar a forte, em valores individuais, seleção da Argentina, que venceu, nos pênaltis, a Colômbia, na noite dessa terça-feira (6), em Brasília.

Apesar das vitórias, o Brasil não apresenta um bom futebol. É muito preocupante, se compararmos com diversas seleções européias. Aliás, comparar a Copa América com a UEFA EURO é quase uma covardia. As diferenças na organização, arbitragem e o nível técnico entre as seleções são gritantes.

O futebol brasileiro está burocrático, lento, sem criatividade e sem um esquema tático definido, ou pelo menos, que possa surpreender os adversários.

Neymar continua individualista e sem espírito coletivo. Também não vale como referência dizer que o técnico Tite está há muitos jogos invicto. A maioria de nossos adversários foram as seleções sul-americanas, que têm hoje um futebol decadente e estão há anos luz das seleções da Europa. A campanha para a Copa do Mundo de 2018 é um retrato fiel do que acontece nos dias de hoje.

O Brasil precisa apresentar um futebol mais dinâmico, coletivo e sofisticado. Temos inúmeros bons valores individuais, alguns considerados os melhores do mundo, mas que não conseguem transformar a qualidade individual em um conjunto de sucesso.

É assustador, apesar de encantador e maravilhoso (risos), assistir os jogos da Itália, Inglaterra, Espanha, França, Portugal, Alemanha, Bélgica e Dinamarca. O Brasil, infelizmente, não está no nível coletivo destas equipes.

Acorda, Brasil! O sinal de alerta acendeu! Ou mudamos agora ou vamos proporcionar um novo vexame na Copa do Mundo de 2022, mais conhecido como ano que vem.

*Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista

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