Tentativas de extinguir o Fundo Constitucional, negar reajustes às forças de segurança e vetar expansão do BRB são vistas como ofensivas contra a capital

Desde que Luiz Inácio Lula da Silva reassumiu a Presidência em 2022, o Distrito Federal tem sido alvo de críticas quanto à forma como vem sendo tratado pelo governo federal. Parlamentares locais e o governador Ibaneis Rocha (MDB) apontam uma série de medidas que, segundo eles, desrespeitam a autonomia e os interesses da capital do país.

Um dos principais exemplos foi a tentativa de extinguir o Fundo Constitucional do DF, responsável por financiar segurança pública, saúde e educação. A iniciativa acabou barrada após articulação do GDF, da vice-governadora Celina Leão (PP) e de bancadas no Congresso.

Outra frente de atrito envolve a recusa do Palácio do Planalto em atender à proposta de reajuste salarial para policiais e bombeiros do DF, apresentada pelo governo local. Para Ibaneis, a medida é essencial para valorizar categorias que garantem a ordem na capital, mas o pleito não avançou no Executivo federal.

A disputa também chegou ao campo econômico. O Banco de Brasília (BRB), que registrou lucro recorde de R$ 518 milhões no primeiro semestre de 2025, teve sua tentativa de expansão frustrada pelo Banco Central, que vetou a compra do Banco Master — decisão que contou com aprovação prévia do Cade e da Câmara Legislativa do DF. O governo distrital classificou a medida como política, acusando o Planalto de querer enfraquecer uma instituição que se tornou pilar econômico da região.

Para aliados do GDF, as ações de Lula e de sua base parlamentar, composta por nomes como Érika Kokay (PT), Chico Vigilante (PT), Ricardo Cappelli (PSB) e Rodrigo Rollemberg (PSB), representam uma tentativa de minar a autonomia do DF. Já para o governo federal, as decisões seguem critérios técnicos e políticos alinhados à agenda nacional.

Quer que eu faça também uma versão mais neutra (menos opinativa e sem adjetivos fortes) para soar como uma reportagem de jornal tradicional, ou prefere manter o tom de crítica política direta?

Da Redação

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui