Mais de 21 mil estudantes já participaram da iniciativa, que conecta sala de aula e natureza em unidades de conservação do Distrito Federal

A educação ambiental no Distrito Federal tem ganhado força com o Programa Parque Educador, que já beneficiou mais de 21,3 mil estudantes da rede pública. Desenvolvido em parceria entre o Instituto Brasília Ambiental, a Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF) e a Secretaria de Educação (SEEDF), o projeto conecta os conteúdos escolares ao meio ambiente de forma prática, lúdica e transformadora.

Nesta terça-feira (30), cerca de 20 alunos do CEF 10 do Guará participaram de atividades no Parque Ecológico do Riacho Fundo I e II, uma das seis Unidades de Conservação (UCs) preparadas para o programa. A proposta é oferecer uma experiência educativa integral, que vá além da sala de aula e envolva vivências no Cerrado, bioma característico do DF.

Desde o início de 2025, 1.691 estudantes já participaram das ações. O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, explica que o objetivo central é formar crianças conscientes, que se tornem multiplicadoras desse conhecimento em casa e na comunidade:

“Quando uma criança ensina sobre preservação, o impacto é profundo. Elas aprendem a identificar espécies nativas como cagaita, ipê e pau-ferro, e entendem por que é preciso proteger a natureza.”

O programa é realizado em parceria tripartite: a SEEDF fornece professores, a Sema define diretrizes ambientais e o Brasília Ambiental executa as ações nos parques. Atualmente, o Parque Educador funciona em seis unidades e deve expandir para nove em 2026.

🌳 Unidades de Conservação participantes:

  • Estação Ecológica Águas Emendadas / Parque Ecológico Sucupira (Planaltina)

  • Parque Ecológico Águas Claras

  • Parque Ecológico Três Meninas (Samambaia)

  • Parque Ecológico Saburo Onoyama (Taguatinga)

  • Parque Ecológico do Riacho Fundo II

  • Monumento Natural Dom Bosco (Lago Sul)

As atividades atendem estudantes da educação infantil ao ensino médio. Para os pequenos, o foco está em contação de histórias e vivências lúdicas. Já os adolescentes recebem conteúdo teórico antes das práticas no campo, como trilhas ecológicas, plantio de mudas e exercícios de integração.

A professora Ana Maria de Carvalho, que atua no programa, destaca o cuidado em promover bem-estar e consciência ambiental desde o início da atividade:

“Começamos com meditação e exercícios respiratórios. Primeiro o cuidado consigo, depois com o outro e, por fim, com o meio ambiente.”

Além da estrutura nos parques, o programa oferece transporte gratuito às escolas. As instituições ficam responsáveis por fornecer o lanche e enviar responsáveis para acompanhar as turmas.

Para os alunos, a experiência é marcante. Guilherme Ferreira, 15 anos, elogiou o aprendizado ao ar livre:

“Na escola é tudo muito teórico. Aqui a gente vê de perto o que estuda, entende melhor.”

Já Paola da Maia, 14 anos, disse ter se encantado com a vivência na natureza:

“Gostei muito da meditação e do contato com o ambiente natural. Aprendi bastante sobre o Cerrado, que eu ainda não conhecia bem.”

O retorno positivo das famílias mostra que o Parque Educador tem cumprido sua missão. Segundo relatos, muitas crianças têm replicado os ensinamentos em casa, alertando sobre descarte de lixo e preservação ambiental.

“Esse é o impacto que buscamos: formar uma geração que se relacione com o meio ambiente com respeito e consciência”, conclui Rôney Nemer.

Fotos: Lúcio Bernardo Jr

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