“Frila” é o mais novo projeto de Fernando Portela e que pretende inserir o gênero teatral nas plataformas digitais de áudio

Foi lançado na última sexta-feira (27) no YouTube e nesta segunda-feira (30) no Spotify, a audiopeça “Frila”, de autoria do professor e publicitário Fernando Portela e dirigido por Fernanda Pinho, criadora do estúdio Solo Produções. Ambos são formados em Publicidade e Propaganda em instituições de ensino superior da capital federal. A história busca dialogar com o público acerca do suicídio e da necessidade de atenção sentida pela juventude.

 

A trama tem “Paulo” como o seu personagem principal, e abre um diálogo direto sobre questões relacionadas ao suicídio. Fernando diz que a ideia surgiu em 2002, quando ele ainda era estudante da Universidade de Brasília (UnB) e abrigou em sua casa um colega de faculdade que tinha pensamentos suicidas.

Quinze anos depois, em 2017, Fernando decidiu colocar a sua vivência em prática e escreveu a peça, que inicialmente seria transmitida presencialmente nos teatros do Distrito Federal. Porém, devido a pandemia de covid-19, “Frila” foi gravada em formato de áudio, similar aos podcasts, que são um dos principais mercados do entretenimento que mais crescem durante o período em que as casas de shows e teatros estão fechados para conter a proliferação do coronavírus.

O nome da peça, faz um trocadilho com o brasileirismo do termo em inglês “freelancer”, que é empregado para caracterizar o profissional autônomo que faz trabalhos para diferentes empresas. Segundo o autor, o termo se relaciona com a história de vida de “Paulo”, o personagem principal. Além disso, a denominação também tem como origem a vida pessoal de Fernando Portela. “ Esse trabalho foi o meu “frila” também, um trabalho não remunerado, na verdade, eu às vezes invisto o dinheiro do meu bolso”, brinca o publicitário.

O enredo, segundo o autor, tem como o seu principal diferencial o tratamento ato do suicídio como cenário de toda a história, utilizando o conceito da chamada “felicidade líquida”, criado pelo famoso sociólogo polônes Zygmunt Bauman, falecido em 2017.

Segundo a diretora Fernanda Pinho, o diferencial da iniciativa é a de levar a obra até o consumidor, e não o contrário, que acontecia antes da pandemia de covid-19, quando o público ia até os teatros consumir as produções: “No cenário atual, onde não se pode trancar um teatro fechado com muita gente, a audiopeça foi uma solução”.

Pinho diz que o trabalho feito em parceria com Fernando pode trazer a nostalgia das radionovelas, que existiam na época de ouro das transmissões de rádio brasileiras, na primeira metade do século XX. “É muito interessante você colocar um fone e entrar dentro do carro e entrar na história. Nós fizemos um trabalho de sonorização em que a pessoa pode fechar o olho e entrar na história”, conta a diretora.

O elenco da audiopeça é Rafael Salmona, como Paulo, Fernanda Pinho, Tati Ramos, Neusa Romano, Mateus Ferrari, Willian Alves e Henry Dutra. “Frila” é uma produção de Daniela Chaves, com o auxílio do sonoplasta Alexandre Perotto e de Ian Mendes e Augusto Mota.

Para escutar a autopeça, basta acessar os links da obra no YouTube: https://bit.ly/FrilaYoutube, e no Spotify: https://bit.ly/FrilaSpotify.

Por Gabriel de Sousa – JBr

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