População é orientada a manter quintais limpos e proteger cães para evitar a proliferação do mosquito-palha.

Entre os dias 10 e 16 de agosto, o Distrito Federal participa da Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, instituída pela Lei nº 12.604/2012. A ação busca ampliar a conscientização sobre prevenção, diagnóstico precoce e cuidados com cães, principais hospedeiros urbanos da forma visceral da doença.

De acordo com Aline Zorzan, veterinária da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (Gvaz) da Secretaria de Saúde, a participação da população é essencial.

“Quando todos colaboram, evitando acúmulo de folhas, lixo ou fezes de animais, conseguimos reduzir casos e salvar vidas”, reforça.

O mosquito-palha, transmissor da doença, encontra condições ideais para se reproduzir em ambientes sujos e com matéria orgânica acumulada, especialmente durante os meses mais quentes e úmidos. Por isso, os cuidados devem ser redobrados na primavera e no verão.

Tipos e sintomas
A leishmaniose pode se apresentar de duas formas:

  • Leishmaniose tegumentar americana (LTA): afeta a pele e mucosas, causando feridas que não cicatrizam. É mais comum em humanos que vivem em áreas de mata e zonas rurais, mas também pode atingir animais.

  • Leishmaniose visceral (LV): mais grave, provoca febre prolongada, perda de peso, aumento do fígado e baço, fraqueza e anemia em humanos. Em cães, pode ser silenciosa ou causar emagrecimento, queda de pelos, feridas na pele, crescimento excessivo das unhas e apatia.

No DF, de janeiro a 9 de julho deste ano, foram 27 casos confirmados de LTA e 6 de LV em humanos. Entre os cães, 158 testaram positivo de um total de 778 exames.

Prevenção e diagnóstico
O diagnóstico gratuito em cães está disponível na Zoonoses, e, para humanos, a investigação começa nas unidades básicas de saúde (UBSs).
Medidas preventivas incluem:

  • Uso de repelentes;

  • Telas em portas e janelas;

  • Coleiras repelentes em cães;

  • Evitar exposição ao entardecer e à noite;

  • Manter quintais e terrenos limpos, sem matéria orgânica acumulada.

“Cuidar do espaço onde vivemos é tão importante quanto proteger animais e pessoas. A prevenção é uma responsabilidade coletiva”, destaca Zorzan.

De: Redação / Fonte: Agência Brasília

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