É possível reduzir os riscos de aparecimento de tumores se os cuidados forem tomados desde os primeiros anos de vida. Vacinação, precaução e escolha de hábitos saudáveis são essenciais

O brasiliense Pedro Carvalho, de apenas 13 anos, começou a se queixar de dores abdominais e passou a ter episódios frequentes de vômitos no fim do ano passado. Após o quadro se agravar, os pais descobriram que se tratava de um tumor no rim direito, com metástase para fígado e pulmões. Esse tipo de câncer ligou um alerta para as gerações futuras da família. O jovem está em tratamento. Ele é um dos 8.460 novos casos anuais estimados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca).

“Apesar dos problemas que gerou a ele, a doença foi diagnosticada precocemente e o tratamento elevou substancialmente as chances de cura”, explica o oncologista do Centro de Câncer de Brasília (Cettro), João Nunes.

De acordo com o especialista, o caso de Pedro é raro. Os mais comuns para essa faixa etária são as leucemias, os tumores do sistema nervoso central, os linfomas e os tumores sólidos como o neuroblastoma, os sarcomas e o tumor de Wilms.

“De maneira geral, as crianças não mentem sobre sintomas. Os parentes precisam ficar atentos a palidez, manchas roxas, dor nas pernas, caroços e inchaços indolores, perda de peso inexplicável, aumento da barriga, dor de cabeça e sonolência”, alerta o médico.

Conforme dados do Inca, o número de óbitos em crianças na faixa etária estudada por neoplasias malignas foi de 2.597 mortes, sendo as leucemias, as neoplasias do sistema nervoso central e os neuroblastomas responsáveis por aproximadamente 70% destas mortes.

João Nunes ainda destaca a necessidade de cuidados imediatos para reduzir as chances de aparecimento de doenças desse tipo no futuro. “O Papilomavirus humano (HPV), por exemplo, pode causar câncer cervical, na vulva, vagina, pênis, anus e orofaringe. Esse é um caso prático de vacinação”, lembra. Segundo ele, tanto meninos quanto meninas devem ser imunizados a partir dos 9 anos.

Outro fator preventivo é a informação e o diálogo. “Precisamos falar com nossos filhos sobre tabagismo e alcoolismo”, cita. De acordo com pesquisas do Ministério da Saúde, um a cada quatro estudantes do ensino médio e um a cada 14 do ensino fundamental experimentaram cigarro.

Por fim, os cuidados pessoais. “Fique protegido no sol”, enfatiza o oncologista do Cettro. Cor de pele mais clara, cabelos ruivos e muita exposição na adolescência são fatores de risco para o câncer de pele. “Apenas algumas queimaduras solares podem aumentar o risco de seus filhos desenvolverem essa doença mais tarde. Sempre os proteja devidamente”, finaliza.

REDAÇÃO: FEDERAL

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