Projeto IntegrArte transforma realidades com arte circense, acolhimento e desenvolvimento físico e emocional para jovens de 7 a 17 anos
Em Arniqueira, o riso e a superação ocupam o lugar da vulnerabilidade social. Desde maio, o Projeto IntegrArte oferece aulas gratuitas de arte circense para crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos, promovendo inclusão, bem-estar e desenvolvimento integral. A iniciativa conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF).
As oficinas são realizadas às segundas-feiras, com duas turmas: uma pela manhã, das 9h30 às 11h, e outra à tarde, das 15h às 16h30, no Centro Social Formar, espaço com mais de 30 anos de atuação no acolhimento de crianças indicadas pelo CRAS, em contraturno escolar.
Promovido pela Associação Cultural, Esportiva e Turística (Ascetur), o projeto atende cerca de 200 jovens, oferecendo uma metodologia que une coordenação motora, expressão corporal e saúde mental, com técnicas como acrobacia de solo e aérea, malabares, dança, equilíbrio e criação cênica, utilizando materiais simples como sacolas plásticas, bolinhas e cabos de vassoura.
Muito além do picadeiro: acolhimento e transformação
“A proposta é mais do que ensinar técnicas de circo. Trazemos para eles uma experiência nova de movimento, de socialização e de vida através da arte circense”, afirma Ana Sofia Lamas, presidente da Ascetur e coordenadora pedagógica do projeto. “As crianças desenvolvem mobilidade, vencem medos e constroem laços. É um processo que une corpo, mente e comunidade.”
A presidente do Centro Social Formar, Adélia Amélia de Amorim Teixeira, reforça o caráter acolhedor do projeto: “Temos uma grande parceria com o GDF e estamos muito satisfeitos. As crianças gostam muito e precisamos abrir portas para quem nos procura”.
Arte que cura corpo e mente
A professora Tamara Moura Marques Tiago, que ministra as aulas de circo, compartilhou como a prática transformou sua própria vida. “Eu estava em depressão e encontrei no circo um caminho de cura. Agora, levo isso a outras crianças. Vi meninas entrarem tristes e saírem sorrindo. O circo produz endorfina, bons momentos e ativa o lado cognitivo.”
Lorrani Souza, de 13 anos, é uma dessas alunas. “Nos últimos dias estou me sentindo mais animada. Antes eu estava muito mal, e acho que esse projeto melhorou muito”, conta, empolgada em subir nos tecidos e se exercitar.
Já Paulo Miguel Moura, de 11 anos, pratica desde abril. “Aprendi malabares, equilíbrio de pratos, corda… Não fico mais só em casa. Com o projeto, ganhei flexibilidade, amigos e autoestima.”
Próximas etapas: formação e espetáculos
A próxima fase do IntegrArte inclui a capacitação gratuita de monitores e professores circenses, com aulas teóricas e práticas sobre história do circo, criatividade, segurança, primeiros socorros e organização profissional. As inscrições vão até o dia 20 deste mês, pelo perfil oficial do projeto.
O encerramento do projeto contará com apresentações artísticas gratuitas em espaços públicos do DF, resgatando a tradição do circo de rua e promovendo acesso à cultura para todas as comunidades.
De: Redação / Fonte: Agência Brasília Fotos: Geovana Albuquerque















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