O Brasil completa 1 ano de vacinação contra a Covid-19 nesta segunda, 17 de janeiro, com números expressivos – mas não suficientes – e uma adesão popular digna de aplausos.

1 ano de vacinação contra Covid-19 no Brasil. A primeira foi a enfermeira Monica Calazans, 54, em SP - Foto: AMANDA PEROBELLI/REUTERS
1 ano de vacinação contra Covid-19 no Brasil. A primeira foi a enfermeira Monica Calazans, 54, em SP – Foto: AMANDA PEROBELLI/REUTERS

O Brasil completa 1 ano de vacinação contra a Covid-19 nesta segunda, 17 de janeiro, com números expressivos – mas não suficientes – e uma adesão popular digna de aplausos.

Os brasileiros correram e fizeram fila nos postos de vacinação e não se deixaram levar pela campanha dos negacionistas, que remam contra a ciência e tentaram confundir a cabeça da população.

Dados do consórcio de veículos de imprensa deste domingo, 16, mostram: temos mais de 162 milhões de vacinados no Brasil. Desses, 146,6 milhões receberam a segunda dose ou imunizante de aplicação única. Isso representa 68,25% da população total, ou seja, ainda falta vacinar mais de 30% dos brasileiros.

A dose de reforço foi aplicada em 32, 5 milhões de pessoas, o que corresponde a 15,15% da população.

Mais de 621 mil mortos

O Brasil chegou a ter quase 3 mil vidas perdidas por dia para a doença em abril de 2021, número trágico que se repetiu durante quase dois meses e somou até agora mais de 621 mortos em todo o país.

As mortes caíram significativamente, para 130 por dia, agora que temos quase 70% da população vacinada com duas doses.

E com um detalhe: hoje os não vacinados representam 80% das pessoas internadas com Covid nos hospitais brasileiros.

Atrasos na vacinação

A imunização por aqui começou em 17 de janeiro de 2021, com atraso de 40 dias em relação a países da Europa e Estados Unidos. Naquela altura, já tínhamos mais de 200 mil mortos em terras brasileiras.

A vacinação só começou porque o governo de São Paulo se adiantou e atropelou o governo federal trazendo a Coronavac, vacina da China, para ser produzida e aplicada na população brasileira.

Isso obrigou o governo federal a correr atrás do prejuízo e anunciar a vacinação um dia depois com o imunizante chinês e posteriormente com a Astrazenica e outras vacinas também aprovadas pela Anvisa, como a da Pfizer e Janssen.

A chegada da variante Ômicron

Agora uma nova onda mundial da doença preocupa, com a chegada da variante Ômicron, com transmissão muito mais rápida, apesar de ser menos letal.

O risco de novo colapso na saúde já preocupa e mostra a importância de a população concluir o esquema vacinal — mais de 20 milhões não voltaram para tomar a segunda dose —, e que os públicos elegíveis procurem pela dose de reforço.

Vacinação infantil

A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – decidiu no mês passado que crianças de 5 a 11 anos também podem tomar a vacina da Pfizer, mas o governo federal novamente se posicionou para atrasar a vacinação, que começa apenas esta semana em várias capitais brasileiras.

Nos Estados Unidos a vacinação infantil começou no dia 3 de novembro e 5 milhões de crianças – 18% da faixa etária – já foram vacinadas.

Dados do Portal da Transparência de Registro Civil mostram que, desde o início da pandemia no Brasil, 324 crianças de 5 a 11 anos morreram vítimas da doença.

Ao todo, segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, 20,5 milhões de crianças de 5 a 11 anos vivem no país, e o governo brasileiro encomendou, até o momento, 20 milhões de doses pediátricas.

Com informações do R7 e SNB

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