Avanços nos tratamentos aumentaram em 84% a sobrevida dos pacientes

Em 15 de fevereiro, ocorre o Dia internacional do câncer infantil e, recentemente, o apresentador Tiago Leifert e a esposa Diana Garbin relataram que a filha do casal, Lua, vai iniciar tratamento de combate a um tumor raríssimo. Trata-se do retinoblastoma, uma a doença nas células da retina. Assim como a pequena, o Brasil projeta registrar 8.460 novos casos de câncer infanto-juvenis até o fim deste ano.

A projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca) leva em consideração o triênio 2020/2022. Apesar do número ser alarmante, especialistas destacam que o avanço nos tratamentos asseguram qualidade de vida durante o processo médico e maior êxito nos resultados.

“As metodologias avançaram consideravelmente nos últimos 10 anos. Estamos falando de tratamentos menos agressivos, mais eficazes e bem mais humanizados”, explica João Nunes, oncologista do Centro de Câncer de Brasília (Cettro), onde está instalada a primeira clínica pediátrica para essa finalidade no Distrito Federal, o Cettro Petit.

De acordo com o especialista, os avanços garantiram que mais de 84% das crianças com câncer sobrevivessem cinco ou mais anos. “Esse é um aumento considerável desde meados da década de 1970, quando a taxa era de apenas 58%. Porém, as taxas de sobrevida variam com o tipo de câncer e outros fatores”, estima o médico.

Outro dado importante é que, atualmente, cerca de 80% das crianças e adolescentes acometidos pelo câncer podem ser curados. O diferencial, como sempre, é o diagnóstico precoce.

Fique atento aos sinais
– Leucemias: pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna mais sujeita a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas;

– Retinoblastoma: um sinal importante é o chamado reflexo do olho do gato, embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, por meio de fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) ou estrabismo (olhar vesgo). Geralmente acomete crianças antes dos três anos. Atualmente, a pesquisa desse reflexo pode ser feita desde a fase de recém-nascido;

– Tumor de Wilms (que afeta os rins) ou neuroblastoma: aumento do volume ou surgimento de massa no abdômem;

– Osteossarcoma (tumor no osso em crescimento): tumores sólidos que se manifestam pela formação de massa, visível ou não, e causa dor nos membros;

– Tumor de sistema nervoso central: os sintomas são dores de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.

Dados sobre o câncer infanto-juvenil
Assim como nos países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.

Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os que atingem o sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático).

Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que originam os ovários e os testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

Fonte: Redação

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