Governador associa gestões tucanas a crise fiscal e escândalos, destaca alta aprovação do governo e defende Daniel Vilela como sucessor

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), fez duras críticas a antigos grupos políticos que administraram o Estado, ao afirmar que responsáveis pelo maior endividamento da história goiana e por sucessivos escândalos tentam retomar o poder. A declaração foi dada durante entrevista ao jornalista Jackson Abrão, em transmissão ao vivo no canal do YouTube do jornal O Popular.

Sem citar diretamente nomes, Caiado fez referência às gestões do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), período que, segundo ele, ficou marcado por desequilíbrio fiscal, denúncias e colapso de serviços essenciais, como saúde, educação e assistência social. Para o governador, a população não aceita mais a retomada de um modelo administrativo que levou o Estado a uma crise profunda. “Aquilo lá ninguém quer mais hoje”, afirmou.

Ao comparar o cenário atual com o passado, Caiado sustentou que a experiência vivida pela sociedade goiana durante os anos de crise fortaleceu a consciência política do eleitorado, que hoje rejeita retrocessos. De acordo com o governador, os avanços alcançados a partir de 2019 elevaram o nível de exigência da população em relação à gestão pública.

Caiado também destacou os índices de aprovação de seu governo como reflexo dessa mudança. Segundo ele, Goiás lidera, pela oitava vez, o ranking nacional de aprovação, com 80%, conforme levantamento do instituto AtlasIntel divulgado em 17 de dezembro. O governador atribui o resultado à reorganização das contas públicas, ao controle fiscal e à retomada da capacidade de investimento do Estado.

Sucessão e continuidade

Nesse contexto, Caiado defendeu o vice-governador Daniel Vilela (MDB) como sucessor natural do atual projeto político. Segundo o governador, Daniel acompanha de perto as decisões estratégicas da gestão, participa dos debates orçamentários e conhece as prioridades administrativas do Estado.

Caiado ressaltou que a escolha de Daniel como vice ocorreu de forma planejada e antecipada, baseada na confiança e na capacidade de dar continuidade às políticas implementadas. “Ele governa junto, discute orçamento, prioridades e tem plenas condições de dar andamento à nossa gestão”, afirmou o governador.

Da Redação

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