Entendimento entre GDF e União prevê capitalização de até R$ 6,6 bilhões e garante medidas de segurança financeira para o banco

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, comemorou nesta quinta-feira (28) o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) que viabiliza a capitalização do Banco de Brasília (BRB). Após reunião realizada na Corte, a chefe do Executivo participou de uma carreata com empregados da instituição na Arena BSB Mané Garrincha, onde destacou a superação da crise enfrentada pelo banco e afirmou que o momento representa uma nova fase para o sistema financeiro local.

Durante o encontro com os servidores, Celina ressaltou que o BRB seguirá com medidas rigorosas de compliance e controle interno para assegurar a confiança dos correntistas e a estabilidade da instituição financeira.

“Hoje nós devolvemos definitivamente o BRB à população de Brasília. O banco passou pelo momento mais difícil e retorna com compliance, com uma controladoria vigilante, responsável e comprometida com a segurança dos nossos correntistas”, afirmou a governadora.

Governadora Celina Leão: “Nós vamos caminhar firmes. Porque o BRB é de vocês, o BRB é da população do Distrito Federal” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O acordo foi construído em conjunto entre o Governo do Distrito Federal, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério da Fazenda e a Secretaria do Tesouro Nacional. O entendimento prevê a possibilidade de capitalização de até R$ 6,6 bilhões, valor condicionado a avaliações técnicas e à participação de outros aportes do GDF.

A audiência foi conduzida pelo ministro Luiz Fux e contou ainda com representantes do Ministério Público Federal, Banco Central e Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Pelo modelo definido, o FGC poderá estruturar uma operação de financiamento ao BRB, dentro dos limites autorizados pelo Senado Federal. A proposta inclui a formação de um sindicato de grandes instituições financeiras que atuará como garantidor da operação.

Em carreata com os servidores do banco, na Arena BSB Mané Garrincha, Celina Leão agradeceu a resiliência dos empregados e reforçou as medidas de compliance que serão tomadas

Os recursos utilizados serão provenientes do próprio sistema financeiro, sem utilização direta de verbas públicas. Como contragarantia, o Distrito Federal disponibilizará dois fundos constitucionais aos quais tem direito, mecanismo que integra a estrutura de segurança da negociação.

A proposta também prevê um financiamento de longo prazo, com duração de 15 anos e dois anos de carência. O pagamento será realizado pelo próprio banco.

Além disso, o acordo incorpora compromissos fiscais assumidos pelo Distrito Federal, incluindo medidas de contenção de despesas, revisão de gastos e cumprimento das regras estabelecidas pelo artigo 167-A da Constituição Federal.

Da Redação, com informações a Agencia Brasília

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