Datas de 7 de julho e 28 de outubro reforçam o sincretismo, a malandragem do bem e a luta contra o preconceito nas religiões de matriz africana

Reconhecido por sua figura elegante e pela sabedoria da “malandragem do bem”, Zé Pilintra é homenageado em diferentes datas ao longo do ano. No Rio de Janeiro, o 7 de julho é o dia oficial da celebração, instituído pela Lei nº 7.549/2022. Já em algumas tradições da Umbanda e do Catimbó, o 28 de outubro também é dedicado à entidade espiritual, marcada pela devoção popular e pelo combate ao preconceito religioso.

No Rio, a homenagem tem como objetivo valorizar a cultura popular, fortalecer a fé das religiões de matriz africana e combater a intolerância. A data ressalta a imagem icônica de Zé Pilintra — o malandro de terno branco, gravata vermelha e chapéu de palha — símbolo da esperteza aliada ao bem. A Lapa, bairro boêmio e histórico da capital fluminense, abriga um santuário dedicado à entidade, reconhecido como patrimônio cultural da cidade.

Em outras regiões do país, especialmente no Nordeste, o dia 28 de outubro é celebrado com rituais e oferendas que incluem velas brancas e vermelhas, charutos, cachaça, vinho tinto e comidas como sardinhada. Para muitos devotos, a data representa um momento de renovar a fé, pedir proteção e agradecer pelas bênçãos recebidas.

Mais do que uma celebração espiritual, o Dia de Zé Pilintra é também um ato de resistência. As homenagens destacam o papel da entidade como símbolo da luta contra o racismo religioso e reforçam que sua figura não está associada ao mal, mas à proteção, à justiça e à sabedoria popular.

Da Redação

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