Boyan promete limpar 80% do lixo do oceano até 2030 e quer chegar aos 90% até 2040

Foi durante uma viagem que o jovem Boyan Slat, de 27 anos, teve uma ideia incrível: limpar 80% do lixo do oceano até o final de 2030.

Agora, a novidade é que o jovem formalizou a promessa de limpar oceanos em uma carta enviada à coordenação da 2ª Conferência dos Oceanos da ONU, evento que aconteceu na semana passada em Lisboa, Portugal.

Bryan criou um dispositivo que funciona como uma barragem móvel, que é conduzida por dois barcos. Esse coletor vai se enchendo de lixo conforme os veículos avançam a uma velocidade determinada e conforme o plástico vai se movendo por causa das correntes marítimas.

Com o plano desafiador, Boyan conseguiu traçar um planejamento visionário e ganhou apoio financeiro, inclusive de artistas, como a banda Coldplay.

Inovador e real

O dispositivo criado por Boyan tem chamado a atenção de empresas em diferentes setores, por ser uma ideia inovadora, mas totalmente dentro da realidade, quando se fala em capacidade de funcionamento.

Em 2014, o primeiro protótipo que o jovem criou, garantiu para ele um prêmio da Organização das Nações Unidas (ONU).

Apenas reconhecimento não era o bastante para Boyan. Com o apoio de investidores como a Coca-Cola e a banda Coldplay, ele fundou e mantém a The Ocean Cleanup.

A ONG da qual é o atual CEO, garante ter meios para remover 80% do plástico das águas mar até 2030, com expectativa de atingir 90% de abrangência até 2040.

Como funcionam os sistemas propostos pelo jovem

Além do sistema de coleta direta no mar, os cientistas da The Ocean Cleanup também desenvolveram um equipamento movido a energia solar para retirar o lixo dos rios antes mesmo que os detritos cheguem no oceano.

Atualmente, a ONG já tem dez desses equipamentos, chamados “interceptores”, funcionando em rios de diversas partes do mundo.

Boyan conta que as primeiras operações de limpeza começaram em 2018, quando foi testado o equipamento System 001.

Em 2019, ele fez uma atualização no sistema, para que o aparelho fizesse a primeira extração de plástico.

O local escolhido para o teste foi “Ilha de Lixo do Pacífico”, que fica entre a costa do estado norte-americano da Califórnia e o Havaí.

A ilha ganhou esse nome por acumular 80 mil toneladas de lixo plástico compondo uma área de 1,6 milhão de km2.

Depois, o System 001 evoluiu para System 002. Também conhecida como Jenny, essa versão foi desenvolvida para realizar algumas operações de limpeza pontuais ao longo dos anos de 2021 e 2022.

Brasil está na mira

Boyan tem planos de lançar mais 10 sistemas e entregar as operações na região do Oceano Pacífico, que é o que mais concentra lixo plástico. Ele também quer dobrar o número de equipamentos em funcionamento em rios a cada ano.

Os planos de expansão incluem o Brasil, um dos países que, segundo Boyan, têm mais rios com potencial para a remoção do lixo plástico.

“Certamente há muito trabalho para ser feito no Brasil, e nós adoraríamos trabalhar com empresas locais e governos para tentar levar os interceptores para os rios do país também”.

Ele diz que é um bom investimento para os governos. “Porque é muito mais caro limpar esse lixo na costa, depois que ele já afetou as praias e o turismo, do que simplesmente coletar enquanto ele ainda está nos rios”, explicou.

De: redação / Fonte: Sonoticiaboa

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