Iniciativa cria fila única, amplia consultas e exames, e prevê mais de 1.300 novos atendimentos com apoio da rede privada
O Governo do Distrito Federal (GDF) deu um passo importante para transformar o atendimento oncológico na rede pública de saúde. Com o lançamento do programa “O câncer não espera. O GDF também não”, a gestão pretende agilizar o diagnóstico e o início do tratamento para pacientes com câncer, com foco em uma jornada mais rápida, coordenada e humanizada.
Coordenado pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), o programa já começou a atender pacientes, com previsão de 1.383 novos tratamentos nos próximos três meses. A estratégia inclui desde o credenciamento de hospitais e clínicas privadas até a criação de uma fila única para garantir prioridade no atendimento.
“Desenhamos uma linha de cuidado completa, que vai desde a atenção primária até a alta médica. Pacientes agora entram em uma fila prioritária, com identificação por cartão e atendimento diferenciado, o que acelera o processo e melhora o prognóstico”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda.
Mais agilidade, mais estrutura
A reestruturação prevê mudanças dentro e fora da rede pública. Internamente, o GDF ampliou o atendimento em dois turnos para radioterapia, aumentou em 50% o número de vagas nessa especialidade e criou uma central de regulação unificada, com controle total da jornada do paciente oncológico.
O atendimento é feito em etapas: triagem com oncologista, consultas especializadas, exames complementares, tratamento ativo (quimioterapia, cirurgia ou radioterapia) e acompanhamento. Os pacientes agora são identificados por um cartão prioritário, que facilita o fluxo entre as unidades de saúde.
Na prática, o programa já começou a mudar vidas: no primeiro dia de funcionamento, 48 pacientes foram agendados, e 23 iniciaram tratamento. Até julho, o número de pacientes na fila caiu de 1.519 para 1.084 – uma redução de 28%.

Integração com a rede privada
Outra novidade é o credenciamento da rede privada para acelerar os atendimentos. Com mais de R$ 14 milhões em investimentos, clínicas e hospitais passaram a reforçar a rede pública, ampliando para oito as unidades disponíveis no DF. A medida tem garantido o início mais rápido dos tratamentos e diminuído o tempo de espera.
Além disso, a espera média caiu de 74 para 51 dias na oncologia, e de 54 para 30 dias na radioterapia — reduções de 31% e 44%, respectivamente.
Um panorama em números
📌 Em março/2025:
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Fila oncológica: 889 pacientes
-
Fila radioterápica: 630 pacientes
📌 Em julho/2025:
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Fila oncológica: 669 pacientes (queda de 25%)
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Fila radioterápica: 415 pacientes (queda de 34%)
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é que o Distrito Federal registre 8.831 novos casos de câncer entre 2023 e 2025, número que sobe para 10.367 quando considerada a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride).
Os tipos de câncer mais comuns são:
-
Mulheres: mama, cólon e reto, colo do útero
-
Homens: próstata, cólon e reto, pulmão
Monitoramento e prevenção
O programa também traz inovação tecnológica. Painéis de monitoramento em tempo real estão sendo utilizados para acompanhar os fluxos da fila oncológica. A SES-DF ainda projeta ações de prevenção, rastreio e diagnóstico precoce como prioridade para os próximos meses.
“O diagnóstico precoce é a chave para aumentar as chances de cura. Estamos usando dados em tempo real para criar políticas públicas mais eficientes”, destacou Juracy Lacerda.
De: Redação / Fonte: Agência Brasília / Foto: Lúcio Bernardo Jr














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