Programa “O Câncer Não Espera, o GDF Também Não” reorganiza a jornada dos pacientes e lança campanha para atualização de cadastros no SUS

O Governo do Distrito Federal (GDF) alcançou um marco importante no atendimento oncológico: a redução de 63% no tempo de espera para o início do tratamento contra o câncer. Antes, pacientes aguardavam em média 80 dias para a primeira consulta; agora, a espera caiu para cerca de 30 dias.

A mudança foi possível graças ao programa “O Câncer Não Espera, o GDF Também Não”, que reorganizou a jornada do paciente e passou a integrar consultas, exames, cirurgias e terapias em uma linha contínua de cuidado. Desde julho, mais de 2.600 pacientes oncológicos foram atendidos, dos quais mais de 1.800 já iniciaram o tratamento.

Segundo a secretária-executiva de Assistência à Saúde, Edna Marques, o objetivo é acelerar os atendimentos de quimioterapia, radioterapia e cirurgias, garantindo maior chance de cura. A coordenadora da frente de oncologia do Comitê de Planejamento da Saúde, Paula Muraro, reforça que o novo modelo reduziu filas que chegavam a cinco meses. “Esse tempo é crucial para salvar vidas”, destacou.

Apesar dos avanços, um desafio persiste: o absenteísmo. Entre julho e agosto, 30% dos pacientes não compareceram às consultas ou exames. A principal causa é a falta de atualização no cadastro do SUS. Para enfrentar o problema, o GDF lançou o programa RecadastraSUS-DF, que incentiva a atualização de dados por meio do Gov.br, telefone 160 (opção 5) ou presencialmente em qualquer unidade de saúde.

“Sem cadastro atualizado, a vaga fica ociosa e o fluxo de tratamento é interrompido”, alerta Paula Muraro.

Outro avanço foi o credenciamento de clínicas e hospitais privados para ampliar a rede de atendimento, com investimento de R$ 14,57 milhões. Todos os serviços são 100% gratuitos, custeados pelo SUS.

O programa também oferece apoio multiprofissional e um cartão de identificação para pacientes em quimioterapia, que garante prioridade em pronto-socorros em caso de emergência.

Atualmente, os tratamentos contra o câncer no DF são realizados em hospitais como o de Base, Universitário de Brasília, Regional de Taguatinga e da Criança, além de instituições privadas credenciadas.

Com média de 399 novos casos de câncer por mês no DF, a Secretaria de Saúde reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo. “Quanto antes detectarmos a doença, maiores são as chances de cura”, concluiu Edna Marques.

Fonte: Agência Brasília Foto: Agência Saúde

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