A última edição do projeto Democratização do Reggae será realizada no sábado (29), no Restaurante Comunitário da Ceilândia, localizado no centro da cidade.
Em paralelo às apresentações musicais, o espaço externo do restaurante receberá a Feira Preta, com a participação de artesãos da região. Das 11h às 14h, os frequentadores poderão almoçar ao som de música de qualidade, com apresentações de cantoras de reggae da própria Ceilândia que já atuam no cenário musical do Distrito Federal.
Ceilândia é palco de inúmeros encontros populares nos quais o reggae está presente e é amplamente difundido. Ao mesmo tempo, cresce o número de artistas que se dedicam ao gênero musical. Para esta última edição do projeto, que já passou por Samambaia, Areal e Estrutural, quatro cantoras da região vão mostrar seus talentos em uma apresentação que promete marcar a democratização do acesso à cultura na cidade.
“A cultura é muito cara. A luta é pela alimentação. Este público jamais teria acesso a música de qualidade nas periferias. Queremos levar esperança a todos, independentemente de classe social. A cultura, por meio da música, tem esse poder”, afirma o cantor Wagner Gamma, idealizador do Democratização do Reggae, projeto que conta com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).
Cantoras de Ceilândia
A principal atração será a banda Reggae Jazz Band, do cantor Wagner Gamma, que convidará artistas da própria região para apresentar seus talentos. Participam da programação Fernanda Brasil, Ana Cardoso, Júlia Motta e Erikah Barras.
O evento também contará com a participação especial do DJ Micro, artista multifacetado do Guará que atua como DJ, produtor musical, grafiteiro, artista plástico, ritmista e produtor cultural. Com uma trajetória marcada pela fusão entre musicalidade e expressão visual, ele construiu sua identidade artística por meio de batidas envolventes e de uma conexão autêntica com a cultura de rua.
A Feira Preta tem como objetivo valorizar a cultura local de cada cidade, além de incentivar e fortalecer o empreendedorismo e as trocas dentro da comunidade.
Wagner Gamma
Para o músico radicado em Samambaia, que há anos atua nas periferias do Distrito Federal, o projeto foi criado para levar cultura a públicos que normalmente têm pouco acesso a atividades culturais.
“Este projeto foi pensado e idealizado por mim e agora está sendo executado para alcançar os invisíveis da nossa sociedade, como a população em situação de rua e as pessoas em situação de vulnerabilidade que frequentam os restaurantes comunitários, pelo valor simbólico da alimentação”, explica Gamma.
Pianista, cantor e compositor nascido no Distrito Federal, Wagner Gamma é filho de artistas do circo Gude Grude. Ele iniciou sua trajetória musical em 2000, por meio de projetos sociais desenvolvidos pela igreja. Posteriormente, fundou as bandas Mariroots e Os Filhos da Luta, consolidando seu espaço no cenário do reggae do Distrito Federal.
Entre suas iniciativas está o Coletivo Ocupa Reggae, projeto que promove atividades nas periferias e nos centros urbanos, reunindo bandas e cantores que produzem música em diferentes regiões do Distrito Federal.
Da Redação














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