Presidente quer discutir acordo firmado entre aplicativo e o Tribunal Superior Eleitoral para postergar atualização do WhatsApp para depois das eleições

 (crédito:  FILIPE ARAUJO/AFP)
(crédito: FILIPE ARAUJO/AFP)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (16/4), que procurará representantes do WhatsApp no Brasil. O intuito da reunião seria discutir o acordo firmado entre o aplicativo e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O acordo entre a corte eleitoral e a plataforma só permitirá que as novas funcionalidades, como as “comunidades”, que possibilitam grupos de milhares de pessoas, entrem em vigor no país depois das eleições presidenciais de outubro. Atualmente, os grupos de WhatsApp podem ter, no máximo, 256 integrantes.

 

“Já conversei com o Fábio Faria (ministro das Comunicações). Ele vai conversar com representante do WhatsApp aqui no Brasil para explicar (o acordo). Se ele (WhatsApp) pode fazer um acordo com o TSE, pode fazer comigo também, por que não?”, questionou o presidente em entrevista à CNN Brasil.

“Agora, (por que) apenas para o Brasil o disparo em grupo poderá ser realizado depois das eleições? Ah, depois das eleições não vai ter mais fake news?”, indagou o presidente.

Durante motociata desta sexta-feira (15/4), em São Paulo, Bolsonaro, no meio do caminho, ao parar para falar com outros motociclistas, teceu críticas ao WhatsApp e ao acordo com o TSE. “Não será cumprido”, disse.

“E já adianto: isso que o WhatsApp está fazendo no mundo todo, sem problema. Agora, abrir uma excepcionalidade para o Brasil, isso é inadmissível, inaceitável, e não vai ser cumprido este acordo que porventura eles realmente tenham feito com o Brasil, com informações que eu tenho até o presente momento”, declarou. “O Brasil seguirá livre, custe o que custar”, completou, sem especificar como poderia impedir o acordo, já que ele foi firmado entre o Judiciário e uma empresa privada.

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